A PORTOGRAFIA - Associação Fotográfica do Porto é uma associação de direito privado, fundada em 30 de Junho de 2009, tendo como objectivo promover a divulgação da fotografia, organizar encontros de associados, exposições, concursos e colaborar em iniciativas da comunidade em que se insere e regula-se por ESTATUTOS que foram outorgados em notário e publicados em Diário da República em 30 de Junho de 2009.

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026

VI COLECTIVA DE FOTOGRAFIA 30X30 - 2026


VI Colectiva de Fotografia 30X30

 

Com organização da “portografia – Associação Fotográfica do Porto” acontecerá a sexta exposição bienal 30X30.

A mostra terá lugar na Galeria Geraldes da Silva, e a inauguração acontecerá no dia 1 de Agosto de 2026.

Cada participante apresentará uma série de quatro trabalhos no formato quadrado em montagem 30X30 cm com as respectivas molduras.

Paralelamente, serão apresentados e postos à venda, os cadernos de fotografia formato quadrado 21X21cm de produção dos participantes, bem como as publicações que em outras dimensões obedeçam ao conceito de fotografia em formato quadrado.

O “quase quadrado”, é o formato da fotografia “Polaroid e Instax” e este ano vamos incluí-las nesta colectiva, desde que a montagem do original esteja emoldurada em superfície 30X30cm. A montagem nesta dimensão permite que estejam dispostos quatro polaroides que devem formar uma série. Assim, o participante que utilize este processo fotográfico, pode apresentar 16 fotografias no conjunto dos quatro módulos a expor.

  Autores desconhecidos

Instax Square, é outro dos processos de impressão fotográfica que à semelhança do descrito para a Polaroid, tem espaço aberto nesta colectiva.

Fotografias do site fuji Instax

E ainda sobre estes processos que se caracterizam também pela sua moldura branca com maior dimensão na parte inferior, há que fazer referência ao tratamento mimético do programa digital “Poladroid”, que vamos igualmente aceitar em impressão fotográfica até à dimensão máxima de 30cm da margem maior da moldura.

 
Imagens da 1ª colectiva 30X30, Luis Raposo

A fotografia estenopeica vulgo “pinhole” e os processos analógicos são bem-vindos.

Fotografia Pinhole de Luis Raposo

Para aqueles que pretendam apresentar fotografias antigas da sua colecção (fotos de família), a organização recebê-los-á de braços abertos.

Há 100 anos, o lançamento comercial da Leica I em 1925 na Feira de Leipzig introduziu a fotografia 35mm ao público, e esta começou a fazer parte do equipamento dos fotojornalistas. Os estúdios de fotografia mantiveram as suas câmaras de grande e médio formato, e o amador comum manteve as suas câmaras de fole ou as reflex de uma ou duas objectivas que usavam filme 220 ou 120, cujos fotogramas eram normalmente 6x6 ou 6x9.

Vamos aceitar neste contexto, a apresentação de fotografias obtidas até ao final do século XX em montagem 30X30, mesmo que a mancha fotográfica original não corresponda ao formato quadrado.

 
Fotografia do cartaz, 6X6 Alberto E. Costa, fotografia 6X9 José Henrique Raposo

 Cada autor, participará com quatro fotografias emolduradas, e será editado um catálogo da exposição. 

CONDIÇÕES DE PARTICIPAÇÃO:

– Os candidatos não associados da Portografia devem submeter uma série de quatro imagens. O tema é livre.

– Não poderão ser apresentadas obras cujos direitos de autor não pertençam integralmente ao participante.

NOTA:

- Para a secção “Fotografias do século XX, as obras a expor terão que ser obrigatoriamente da colecção familiar do candidato.

– As imagens a concurso, devem ser enviadas até às 23:59 do dia 15 de Maio de 2026.

– A participação na candidatura é gratuita.


ESPECIFICAÇÕES PARA O ENVIO DAS IMAGENS:

– Todas as imagens devem ser no formato quadrado.

– As fotografias a concurso devem ser enviadas num único e-mail para portografia.afp@gmail.com

– Só são aceites as fotografias enviadas como anexo no e-mail

– Só serão avaliadas as imagens com os seguintes requisitos:

Formato: jpeg;
Dimensão mínima: 650 pixeis por 650 pixeis
Tamanho do ficheiro: maiores do que 100kb e menores que 7MB.

Não serão aceites a concurso as imagens:
- que façam parte do corpo do e-mail;
- que incluam assinaturas ou marcas de água.

- que não sejam apresentadas no formato quadrado. (excepto para a secção “Fotografias do século XX e Polaroid square).

– Legendar cada ficheiro com primeiro e último nome, seguido de traço e número da imagem.


Exemplo: JoséBranco_01; JoséBranco_02; JoséBranco_03; JoséBranco_04

– Usar apenas caracteres alfanuméricos.

– Após o envio, cada participante irá receber um e-mail de confirmação da sua submissão.
– A organização não se responsabiliza por eventuais sobrecargas do sistema informático que serve de plataforma ao concurso.

– As submissões não serão devolvidas. Apenas os trabalhos vencedores seleccionados serão guardados para propósitos de divulgação.

– A Portografia não é responsável por qualquer falha e/ou perda da candidatura.

COMISSÃO ORGANIZADORA:

– A comissão organizadora que fará a selecção dos trabalhos para a exposição, é composta por 5 elementos a saber:

- Ana Filipe

- Carlos Cunha

- Filipe Carneiro

- Luis Raposo

- Teresa Teixeira

– Da decisão da comissão organizadora não haverá apelo.

USO DAS IMAGENS:

– Todos os direitos das imagens pertencem aos participantes. Qualquer imagem utilizada pela Portografia na divulgação da mostra, será identificada com os respectivos créditos autorais.

EXPOSIÇÃO

– As imagens seleccionadas para a exposição terão de ser enviadas para o e-mail da portografia via wetransfer com, pelo menos, 1500 pixeis de margem, e destinam-se à edição de um catálogo.

- A exposição da “VI COLECTIVA 30X30” será constituída por fotografias impressas e emolduradas.

- A exposição inaugura-se no dia 1 de Agosto de 2026 e estará patente até ao dia 21 de Agosto de 2026. 

– Para suportar as despesas de exposição (aluguer do espaço, impressão do catálogo, porto de honra, montagem e comunicação), será solicitado a cada autor participante, uma taxa de 30 euros.



 









 

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026

JÁ POR AQUI ANDEI, E TENHO FOTOGRAFIAS...






























ESTALEIROS DE SÃO JACINTO






Os Estaleiros de S. Jacinto, fundados em 1940 em Aveiro, foram um pilar da construção naval portuguesa, iniciando a laboração plena em 1945 após a 2ª Guerra Mundial. Especializados em navios de pesca, construíram embarcações icónicas e atingiram mais de 600 trabalhadores em 1975, impulsionando a economia local, mas encontram-se actualmente devolutos. 


O que nos conta João Pires Simões

S. Jacinto era para mim uma miragem. O meu Pai, embora civil, era o chefe das oficinas mecânicas da Base Aérea. A minha mulher tinha em S. Jacinto uma tia/madrinha. Lembro-me de fazer reuniões com a administração da EPA, onde estava presente o Sr. Moutela, como representante da “Fundação Roeder”. Por tudo isto e não só, considero lamentável que Aveiro tenha perdido uma Empresa desta dimensão, que chegou a empregar 700 pessoas.

O Sr. Carlos Roeder, representante dos motores diesel “Guldner”, convenceu o Sr. Egas Salgueiro a motorizar os lugres, já que começava a ficar obsoleta a pesca do bacalhau à custa do vento! E fê-lo cedendo os motores a crédito. O Sr. Egas Salgueiro retribui concedendo-lhe uma quota na E.P.A., na qualidade de consultor técnico.

Em 1940, quando foram fundados os estaleiros em plena Segunda Grande Guerra, a actividade não se confinou  à construção naval. O Sr. Carlos Roeder, que tinha cursado Engenharia na Alemanha, calculou ele mesmo o hangar para a base militar de S. Jacinto, então pertencente à Marinha, com um vão de 60 metros, destinado a abrigar os hidroaviões instalados nesta base. Foi ele o introdutor em Portugal da soldadura eléctrica.

Enquanto consultor da EPA, Carlos Roeder, em 1935, mandou construir na Dinamarca, para a empresa de pesca, o arrastão de pesca à linha Santa Joana. Em 1939, foi a São Pierre et Miquelon comprar como sucata o navio Spitzberg, pertencente à empresa de pesca La Morue Française, destruído por um incêndio.

A situação de guerra que então se vivia, fez com que os estaleiros navais só começassem a laborar plenamente após o final deste conflito, ou seja, a partir de 1945. As primeiras grandes construções foram o hangar de São Jacinto, anteriormente referido, e a recuperação dos salvados do Spitzberg, que deram origem a uma nova embarcação baptizada com o nome de «Santa Princesa». Em 1951 executou, com 10 anos de avanço, o primeiro “ Jumboising” em Portugal, que consistia em cortar um navio e aumentá-lo para incrementar a sua capacidade de carga.

Construiu em 1958 o Rio Alfusqueiro, também  como navio de pesca à linha, mas em aço, posteriormente transformado para a pesca de arrasto lateral. Para a pesca de arrasto costeiro, construiu em 1958 o Rio Cértima. Em 1964, embora no cais da EPA na Gafanha e em colaboração com o nosso Chefe Teotónio França Morte, transformou  o clássico Santa Mafalda, que tinha sido construído em Itália.

Em 1965, construiu dois navios gémeos, o Santa Isabel e o Santa Cristina, projectados pelo arquitecto naval alemão Conrado Birkoff.

Mais tarde, transformou o Santa Mafalda de popa, construído na Lisnave.

Em 1982, foi o único estaleiro em Portugal a concretizar o projecto “Campbell” de San Diego, com a construção de dois atuneiros oceânicos de alta tecnologia, com helicóptero a bordo, para a pesca do cerco de atum, sendo estes navios baptizados de Tuna Madeira e Tuna Açores, construções respectivamente 142/143, para 11.200 toneladas, com um novo desafio, que consistia em soldar uma parte do casco em ferro com parte estrutural superior em alumínio. Para tal,  foi necessário mandar vir do norte da Europa barras bimetálicas para execução do trabalho.




















Rumando para sul e deixando o braço de ria de S. Jacinto, dá-se uma vista de olhos ao que há pela GAFANHA.