A PORTOGRAFIA - Associação Fotográfica do Porto é uma associação de direito privado, fundada em 30 de Junho de 2009, tendo como objectivo promover a divulgação da fotografia, organizar encontros de associados, exposições, concursos e colaborar em iniciativas da comunidade em que se insere e regula-se por ESTATUTOS que foram outorgados em notário e publicados em Diário da República em 30 de Junho de 2009.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2026

ADEGA VIGÁRIO

Num sítio improvável, que muitos mapas, gps e quejandos não identificam. ocorreu mais um momento alto da Portografia: almoço de convívio e de trabalho (sim, leram bem, de trabalho!). Em 31 de Janeiro de 2026, para que conste dos Anais da Portografia.

Em tal sítio improvável situa-se a Adega Vigário, não um vigário daqueles que envergam (ou envergavam) uma preta sotaina, mas apelido de família.
Constatou-se que uns quantos convivas se viram em apuros para dar com o local do repasto. Conhecemos um conviva que passou três vezes pelo ponto de entrada na estreita ladeira de acesso à Adega. Não fosse a providencial ideia do Presidente se postar junto à EN108 e tal conviva continuaria num vai-e-vem quiçá alcançando Entre-os-Rios.
Dentro do horário aprazado (ou quase) foram arribando os comensais: Luis, Carmo, Sardinha, Teresa, Filipe, Francisco, Ana Filipe, Rui, José, Ricardo e sua esposa, Cunha.
Presidente que se preze traz trabalho de casa feito: papéis para proposta de trabalho de mais um futuro grande evento da Portografia, fotos de exemplos (e exemplares).
Enquanto a mesa estava a ser preparada para receber os ilustres, conversou-se de tudo um pouco e do Projecto (*) também, com o Douro a seus pés (salvo seja), com evidência de forte corrente.
Chegado o momento em que ecoou “já se podem sentar!”, quais caminheiros ansiosos por chegarem ao cume do monte, perdão, ansiosos por postarem os joelhos sob a mesa, os doze aproximaram-se do fundo da sala. Como ordens são ordens havia que as ouvir e cumprir: “os do bacalhau ficam deste lado e os da cabidela ficam acolá”.
Azeitonas, umas pataniscas de farinha fritas em água de cozer o bacalhau, rodelas de enchidos e cestas de pão ornamentavam a mesa onde, dali a momentos, se travaria uma dolorosa luta gastronómica. E que vinho? Consenso fácil de ser alcançado: maduro tinto! E lá vieram umas quantas (duas? Três?) garrafas de vinho transmontano (de Valpaços com uns 14,5 graus).
À chegada dos volumosos tachos o silêncio imperou. Havia que saborear os lombos de bacalhau ( “é mesmo bacalhau!!!) e a cabidela (‘mais galo que frango!...”está bom!).
Sobremesas deglutidas, cafés sorvidos, repasto dado como concluído. Ténue sol, ausência de chuva, convocava a assembleia para uns momentos de descontraído convívio e também concluir conversas iniciadas à mesa. Ou seja, cumprir um objectivo: o de conviver e fortalecer os laços que a fotografia propicia.
Desta assembleia informal não foi elaborada acta. Mas assinou-se a lista de presenças que as fotografias do Francisco e do José Magalhães atesta, Tempos modernos.

(*) Sexta exposição bienal 30X30 da Portografia

Texto e foto - Carlos Cunha


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